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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O VALOR DA AMIZADE

PEDRO RIBEIRO
A amizade é um dos pilares fundamentais para uma vivência de excelência! São inúmeros os provérbios sobre a amizade e a sua importância, como por exemplo “quem tem amigos tem tudo”, e de facto os amigos são intrínsecos a nós. 

Num mundo onde, o que hoje em dia, prolifera é a ambição sem escrúpulos, muitas vezes a definição de amizade perde o seu real valor, a sua verdadeira conotação. Quando vemos os “nossos amigos” a passar por cima de nós, a espezinharem-nos sem qualquer preocupação com o impacto provocado no “amigo”, podemos chamar a isto amizade? Ouço muitas pessoas a dizerem que têm muitos amigos, e confesso que me faz impressão ver alguém constantemente a dizer que esta ou aquela pessoa, que conhece por casualidade, é sua amiga. As pessoas perderam a noção do que é AMIZADE nos tempos que correm. 

Deixaram de valorizar o pilar mais importante do individuo enquanto sujeito em sociedade. Eu, pessoalmente, tenho três categorias nas quais crio patamares que, para mim, categorizam as pessoas que têm a minha amizade. Na primeira categoria estão os AMIGOS. Amigos verdadeiros temos poucos, muitas vezes pode-mo-los contar pelos dedos de uma só mão. Mas são eles os pilares da nossa felicidade, são eles que nos ajudam a alcançar a felicidade. Nos momentos críticos são eles que nos amparam e nos orientam para os bons caminhos. São aqueles com os quais brigamos, e seja lá o tempo que demore a resolver a briga, quando a resolvemos é como se nada se tivesse passado e a relação de amizade sai reforçada. Na segunda categoria coloco os COLEGAS, são todos aqueles que conheço perfeitamente, me relaciono muito ou pouco com eles, devido às mais variadas situações, mas que lhes reservo um carinho de amizade. Não são meus AMIGOS, mas são pessoas com as quais me relaciono e acabam por ter algum impacto no meu quotidiano, podem até, devido a essa convivência quotidiana, virem a tornar-se meus AMIGOS. No entanto também alguns AMIGOS podem descer a esta categoria, pois há coisas, que apesar de se perdoarem, a falta de honestidade e carácter ao fazê-las, os impedem de algum dia virem a voltar a ser AMIGOS. Na terceira categoria tenho os que classifico de CONHECIDOS, são aqueles que conheço de vista, que em alguma parte da minha vida até podem ter sido meus COLEGAS, mas que as circunstâncias da vida os levaram apenas a ser conhecidos. Pessoas as quais não me dizem muito, algumas mesmo apenas as cumprimento por ser uma pessoa educada, outras por em algum momento da minha vida terem tido um contacto mais importante comigo, cumprimento-as com mais carinho. Mas não passam de isso mesmo, CONHECIDOS. Existe também a possibilidade de alguém que outrora foi AMIGO passar para esta categoria, pois uma pessoa que foi AMIGA e nos comete a mais dolorosa, penosa, falsa e macabra das traições, nunca mais vai ser AMIGA, mas pelo carinho que durante tempos a fio partilhou comigo, tenho dificuldade em dizer que nem conhecida é. Não a desligo radicalmente de um significado de amizade para mim, embora nestes casos, realmente nem haja cumprimento, apenas o respeito por memórias que chegaram a ser bonitas.

Enfim, AMIZADE, uma palavra que se tornou banal, ao todos dizerem que toda a gente é sua amiga, em que as pessoas facilmente entregam a sua amizade a outras, sem terem noção que estão precisamente a desvalorizar o verdadeiro sentido da palavra AMIZADE.

Já pararam para pensar quantos AMIGOS realmente têm? Fará realmente sentido catalogar todos os que conhecemos como amigos?

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