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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ATÉ ONDE VAI A NOSSA (IN)SENSIBILIDADE SOBRE A VIOLÊNCIA PELO MUNDO?!

CATARINA DINIS
DR
Até onde vai a nossa (in)sensibilidade sobre a violência pelo mundo?! Questiono-me diariamente sobre o nível da nossa frieza quando somos receptores de tantas mensagens/ noticias relacionadas com a violência exercida sobre outro Ser semelhante, devido a ideologias, fanatismos. Indiferentemente de crenças, ideais entre outros enquanto Ser Humano somos portadores de uma fria crueldade, sem escrúpulos seguimos adiante, para o próximo instante. Uma dessas notícias foi a decapitação de mais um jornalista e escrevo “ de mais um” porque o número tem superado o imaginário. 

James Wright Foley, fotojornalista empenhado em mostrar não mais do que a verdade diária, sequestrado em 22 de Novembro de 2012 na Síria e mantido em cativeiro pelo grupo auto-intitulado Estado Islâmico. "Nunca estivemos mais orgulhosos do nosso filho Jim. Deu a vida a tentar mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio. Imploramos aos sequestradores que poupem a vida do resto dos reféns. Tal como o Jim, são inocentes e não têm controlo sobre a política do governo americano no Iraque, na Síria, nem em nenhum lugar do mundo", escreveu Diane Foley no Facebook. È realmente de nos tirar as palavras e a respiração.

Todos os jornalistas seguem por base um código deontológico e a sua ética Jornalística, pois hoje em dia não podemos esquecer que os meios de comunicação são o 4º poder. Esta situação só vem criar ainda mais discussão sobre até onde podemos ir para nós manter informados e seguros ou devemos ter esta noção “ heróica” e procurar levantar o pano escuro em que tantas vezes somos levados a entrar. James Foley apenas pretendia mostra-nos a realidade de um dia a dia tão normal para uns e arrasadora para outra metade do mundo e terminou numa rede de morte.

Esta situação do nosso mundo real, remetendo-nos para um campo interessante da Filosofia, os valores. Mas afinal o que são na realidade os valores. “Os conceitos de bom e de mau, que, à primeira vista expressam com suficiente clareza o que querem dizer, são na realidade confusos, equívocos e de múltiplos sentidos” in “Ensaios sobre o progresso “  de Garcia Morente.

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