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quarta-feira, 26 de março de 2014

ENSINAR É PROMOVER ENCONTROS

ALINA SOUSA VAZ
DR
Quando lemos com vontade, sem escolhas de gêneros textuais, lemos simplesmente pelo gosto e o prazer de ler, conseguimos aflorar a emoção, a inteligência e até a graça escondida. Daí a grande importância do ato de ler. Lemos para nos informar, para pesquisar, para conhecer e porque não para sorrir! Daí a temática de hoje rodear o sentimento tornando o texto até um pouco piegas.

A universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro está em comemoração e não há melhor momento de palavrear acerca dos alunos, aqueles que enchem as ruas do campus universitário, os corredores dos edifícios, as salas e bares com a sua alegria eufórica própria da idade. A cor que transportam nas suas vidas jovens ajuda a colorir cada estação que veste e despe de uma graciosa beleza natural a UTAD, uma das universidades mais bonitas do país.

Os alunos de quem vos quero falar são aqueles que sem darem conta ainda me preenchem enquanto profissional do ensino, neste caso do ensino superior. Ser professora é tentar contribuir para que os estudantes imaginem, criem, inventem, analisem e possam dessa forma efetivar uma aprendizagem de qualidade. Ser professora é tentar formar cidadãos que não tenham medo de se colocar diante de uma situação que não lhes é satisfatória, criticando, opinando, impondo-se de forma correta usando o poder da palavra. Ser professora é ensinar-lhes a diferença da expressão “à vontade não é à vontadinha”, pois só desta forma conseguirão ser eles próprios sem nunca contrariarem a regra apropriada de uma sala de aula. Ser professora é ser um tudo…mas principalmente é ensinar-lhes a sonhar e a nunca desistirem!

Os alunos de quem vos quero falar são aqueles que, mesmo com o passar do tempo, nos tocam com demonstrações de apreço, não por determinada matéria que lhes tenhamos ensinado, (que dizem sempre que gostaram, por vezes por simpatia) mas pelas trocas de experiências, reflexões e orientações. Esta abordagem enfatiza os determinantes culturais, históricos e sociais da condição humana, permitindo pressupor, segundo Luria (1979) que “a grande maioria dos conhecimentos e habilidades do homem se forma por meio da assimilação da experiência de toda a humanidade, acumulada no processo da história social e transmissível no processo de aprendizagem’. Daí, o sucesso da aprendizagem dos estudantes depender muitas vezes e em grande parte da forma como mediamos essa informação, da objetividade e da utilidade que consideramos que o aluno lhe vai dar, e neste ponto, para mim, reside a chave de todo o mistério.

Os alunos de quem vos quero falar não são apenas números mecanográficos, são fonte de inspiração! Eles são ar fresco, renovação de ideias e as suas criações são sublimes! Adoro ler o que escrevem, os blogues que criam, as empresas que fundam, os estudos que procuram e os trabalhos que executam, imprimindo-lhes sempre qualidade e glamour! Adoro os seus sorrisos, por vezes tímidos mas conquistadores, quando procuram e não desistem estando sempre atentos à primeira oportunidade. Adoro quando acredito na rebeldia e mais tarde se revela em algo de bom. Adoro!

Disse que o texto seria piegas, mas com orgulho os vejo evoluir e a imprimir nos seus percursos o ensino construtivista que beberam outrora nas interações sociais e intelectuais no percurso universitário, porque Ensinar é promover encontros! 


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