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quinta-feira, 6 de março de 2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER (NEM É BEM UMA QUESTÃO DE IGUALDADE)

ANABELA BORGES
DR
Este ano, o tema das Nações Unidas para a comemoração do Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de Março, levanta-se sobre esta singeleza: “Igualdade para as mulheres é progresso para todos”. Pois é, sem dúvida. Mas dou comigo a pensar que isto não será bem uma questão de igualdade.

Dizem alguns que a celebração do Dia Internacional da Mulher tem como origem as manifestações de mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Mas parece que a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido nos primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adoptado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

Ora, para mim, só faz sentido existir um Dia Internacional da Mulher se for para lembrar que o mundo está entregue a mãos e cérebros masculinos e o quanto muitas mulheres sofrem, diariamente, a toda a hora, a todo o instante, como se não se fossem seres com o direito de viver a vida com respeito e dignidade. Igualdade para muitas coisas, sim, concordo, tem de ser, é importante: no direito às condições de trabalho, a salários dignos, no apoio nos cuidados básicos de saúde, na maternidade, no direito ao voto, em inúmeras situações, certamente. Tudo muito bem. Mas é uma questão de respeito e dignidade. Estou certa de que as mulheres não buscarão, na totalidade, a IGUALDADE, com os homens. Mulheres e homens são diferentes na sua essência e a evolução das espécies ditará se assim deverão permanecer. EU NÃO QUERO SER IGUAL AOS HOMENS. EU QUERO É QUE AS MULHERES SEJAM RESPEITADAS E TENHAM UMA VIDA DIGNA EM TODO O MUNDO. Quero que cada uma tenha o direito de ser feliz, de lutar por uma vida melhor, uma vida onde caibam os seus sonhos e projetos. 

Atualmente, a celebração do Dia Internacional da Mulher tem vindo a perder o seu sentido original, adquirindo um carácter festivo e comercial. Ora, isso, para mim, não tem qualquer valor. Ponto final.

Tenho muito orgulho em ser mulher e muita sorte, apesar de tudo, por ter nascido no país onde nasci. 
Se quiserem fazer deste dia uma data mais feliz, em vez de dizerem “Feliz dia da Mulher”, pensem em como poderão contribuir para melhorar as condições de vida das mulheres que sofrem no mundo, por todo o género de discriminação.

Um abraço a todas as mulheres.

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