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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

AS FACES DO “FACE” (AOS DEZ ANOS DE EXISTÊNCIA DESTA REDE SOCIAL)

Anabela Borges
DR

Apoiar causas, reagir a medidas do Governo ou comentar a vida de figuras públicas. A rede social criada por Zuckerberg a 4 de Fevereiro de 2004 é hoje um pouco como o "café da esquina".
Jornal Público, JOÃO PEDRO PEREIRA





Há pessoas que se incomodam muito com o que os outros publicam no Facebook. E eu não entendo (bem) porquê.

Isto, no fundo no fundo, é uma espécie de coletividade. E cada um de nós deverá assumir a sua postura face aos interesses na utilização desta comunidade de povo que é o FACEBOOK. Sabemos que nem todos partilham, gostam, comentam, ou publicam temas e imagens do nosso agrado. Mas isso seria impossível de acontecer, no Facebook como na vida. 

Eu vejo mais ou menos três tipos de facenautas:
Os que passam praticamente despercebidos, espreitando os outros por detrás das cortinas como vizinhas bisbilhoteiras. Não comentam, não “gostam”, não publicam, nem partilham…não fazem nada, só espreitam, mas andam por lá, num voyeurismo irritante; quase ninguém dá por eles, mas, ao que parece, são muitos. 
Há os que têm como objetivo mostrar / promover / divulgar ações, atividades, assuntos de cariz profissional ou não, pessoal ou não, familiar ou não.
Por fim, os que, basicamente, convivem (nos moldes que a plataforma permite) com amigos, virtuais ou não, pendendo mais empatia para uns do que para outros, como é natural no Facebook como na vida. 

Eu só sei que não me enquadro, seguramente, no primeiro grupo, mas esses são tão livres de andar por lá como são todos os outros, à partida.

Quando vejo publicações que não aprecio, simplesmente NÃO AS APRECIO. Quando me aparecem à frente, deixo que me passem ao lado. Nisso, temos de admitir, o Facebook é muito prático: se gosto, GOSTO; se quero comentar, comento; se quero dar a conhecer, dou; se não quero, não dou; partilho só o que quero… Se não gosto mesmo nada, SOU LIVRE – normalmente, ignoro. 

E não me indigno. Eu só me indigno quando me fazem comentários impróprios. Nesse caso, procuro assegurar que não voltarão a repetir-se.

Se as pessoas partilham o que gostam, “chavões”, frases feitas ou não, se apelam à religião, se partilham momentos pessoais ou profissionais, se dão erros ou não dão erros… O que importa? As pessoas têm o direito de serem felizes, no Facebook como na vida. 

Mas isto sou só eu a pensar, que isto, quer queiramos quer não, anda tudo ligado.

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