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sábado, 4 de janeiro de 2014

TRÁS- OS-MONTES FAZ BEM À ALMA EM ÉPOCA DE NATAL!

Alina Sousa Vaz
DR
Escrevo para dar forma às minhas ideias. Não procuro seguidores, apenas que os meus pensamentos se expliquem por palavras com sentido. Porém, dar significado a este momento do ano que atravessamos torna-se cada vez mais difícil de tradução pelo paradoxo da existência de tantos valores apregoados por aqueles que são ávidos de exuberantes consumos.
Portugal é um país católico e daí ser importante referir que as festas natalícias se iniciam a 8 de dezembro e terminam a 6 de janeiro com o dia dos Reis. Todavia, ainda o mês de Outubro não tinha acabado já os enfeites de Natal se espalhavam pelas montras ou num tom desesperado por melhores índices de vendas ou no alargar de alegria e bem-estar que a época a muitos propicia nesta fase soturna que o país atravessa. (Variantes que dariam um bom estudo de análise). 
Notícias recentes revelam que por todo o território português as populações apregoam que este ano será um ano com poucos presentes e que apenas a criançada será contemplada na hora da oferta. Dar-se-á valor à apresentação de uma boa mesa e a reunião da família será o mais importante, bem como a reconciliação, a paz, o amor, amizade, a solidariedade… E agora pergunto eu: - Então não era isto que se fazia outrora?!!! - Estou enganada ou esta crise veio unificar as pessoas e trocar a azáfama consumista pelo verdadeiro sentido das festas natalícias? Se assim é, deve-se agradecer à crise? Na minha opinião, o que aconteceu foi que cada um de nós no seu estado de reflexão interior, que poucas vezes exercitamos, o melhor do nosso “eu” veio ao de cima. Procura-se o presente certo, a mensagem personalizada, as decorações ideais e uma alegria de sonharmos com coisas positivas rodeados por aqueles que mais amamos e nos dão força para continuarmos em frente. O Natal, acima de tudo, é a festa da família, onde a partilha de afetos é a verdadeira riqueza do ser humano.
 Daí glorificar que Trás-os-Montes em época de Natal faz bem à alma. Envolta de um frio gritante, de um nevoeiro cerrado, de geadas brancas, do silêncio das serranias, a região torna-se majestosa de simplicidade cultural através da memória viva de ritos ancestrais, apenas com algumas variantes de terra em terra. É o caso das festas dos rapazes de Ousilhão, de Varge, de Aveleda, o chocalheiro de Bemposta, a festa das Morcelas ou da Mocidade em Costantim e as festas de Inverno de Parada de Infanções, entre muitas outras. A alegria reina nas vilas, nas aldeias e nas cidades transmontanas que mantêm vivas as tradições e o Natal tem mais brilho, tornando-se mágico.
Em Trás-os-Montes há, também, autenticidade na cozinha que nos remete de imediato para a sua paisagem e as suas gentes. Variada e colorida, as iguarias na época de Natal são o espelho da identidade da região, porque como rezam os provérbios tipicamente transmontanos “ande o frio por onde andar, no Natal há-de chegar” e “Em Janeiro, um porco ao sol, outro no fumeiro” nos irão deliciar. 
O Natal é tudo e tão somente isto, a apreciação dos valores partilhados e a simplicidade das memórias dos nossos antepassados!
A TODOS UM SANTO NATAL!!! 

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