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terça-feira, 24 de setembro de 2013

GONDAR E AS SUAS RAÍZES CULTURAIS, POR HUGO VAZ


GONDAR E AS SUAS TRADIÇÕES CULTURAIS.
A POSSIBILIDADE DE RECONSTRUÇÃO DE ALGUNS EDIFÍCIOS, COMO O ANTIGO «MOINHO DO PÃO», NO LUGAR DE OVELHINHA, ONDE NASCEU O TRIGO DE 4 CANTOS:

Gondar e os seus nutrem de um rico património cultural e tradicional conhecido mas infelizmente cada vez mais esquecido. Neste momento, independentemente dos possíveis fundos que possam surgir, a nossa prioridade é a reintrodução e crescimento das práticas e costumes da freguesia, como o barro negro, tear e a panificação. É-nos também proibido esquecer o valor tradicional e cultural, que se foi perdendo ao longo do tempo, como por exemplo das antigas feiras do Cavalinho. Aqui queremos apostar num regresso ao "antigamente" levando a que a Feira dos 29 volte em força à nossa freguesia. Mas como a cultura não é feita só de estruturas nem de festividades, e muitas vezes nem sequer envolve grandes recursos financeiros, é nossa intenção, através do projeto "Banco de Memórias", criar e recriar a memória coletiva, acolhendo todo o conteúdo tradicional material e imaterial da freguesia.

Em concreto, e respondendo à sua pergunta, o que lhe posso dizer é que todas as recuperações patrimoniais, como o caso da recuperação do moinho terão que ser feitas em função duma análise detalhada da sustentabilidade de cada uma, abordando as suas implicações económicas, sociais e éticas, e atentando ainda ao seu efeito multiplicador para o bem-estar e progresso da comunidade onde se insere.

A ALDEIA PRESERVADA DA OVELHINHA:

O Lugar da Ovelhinha possui elementos patrimoniais complementares que poderão ser visitados quando se visita o monumento que Gondar possui na Rota do Românico, que é o nosso Mosteiro, sendo classificada como “Aldeia de Portugal”, como por exemplo, o Lugar de Rua em Aboadela.
Do extenso levantamento que fizemos ao longo destes meses, os terrenos adjacentes à ligação Larim/Ovelhinha são propriedade privada, pelo que um alargamento teria de passar sempre pela compra ou cedência de parte do terreno para o efeito. Mesmo que essa situação seja uma realidade, deparamo-nos com outro problema - No início da estrada para a Ovelhinha, das duas uma, ou deitamos a casa que se encontra lá, à esquerda abaixo, ou do lado direito, teremos de solicitar uma alteração à ponte sobre o Rio Carneiro, uma vez que para ser possível o alargamento seria necessária uma intervenção de fundo.
Relativamente ao estradão em terra batida que faz a ligação entre o Centro Cívico e a Capela é propriedade privada. Os proprietários autorizam os Gondarenses a utilizar aquela passagem durante todo o ano, à excepção de um dia. Existe um cadeado na entrada junto ao centro cívico, cadeado esse que é utilizado uma vez por ano, para que não possa ser reclamado o Usucapião.
É incontestável que seria uma mais valia conseguir melhorar os acesos à Ovelhinha, principalmente em benefício de quem lá vive. Por outro  lado é sem dúvida fundamental pensar-se numa estratégia de intervenção concertada para este lugar, tendo como referência dois vetores basilares: a auscultação da população, em especial dos seus moradores, a preservação daquele património, respeitado a sua beleza bucólica e poética.
Assim importa ter como referência que o lugar da Ovelhinha é belo da forma que é e deve ser preservado como tal, e as intervenções que venham ser feitas no sentido de aumentar o numero de visitantes devem obedecer a um estudo de capacidade de carga do Lugar da Ovelhinha neste âmbito, ou seja, identificar qual o número de visitantes que o lugar pode receber sem que o seu património se degrade e as suas gentes vejam o turismo como um fator negativo.

Como tal, o Lugar da Ovelhinha será sempre elemento âncora de uma estratégia, mas será igualmente o lugar mais sensível e com o qual teremos de ter os maiores cuidados para não desvirtuar a sua beleza para os visitantes e habitantes.

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