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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AMBIENTE, SAÚDE E MOBILIDADE, POR PEDRO BARROS

Pedro Barros, Candidato Independente à CMA

O rio Tâmega e a sua despoluição:
Pergunto, será que os membros dos sucessivos executivos autárquicos gostam do rio Tâmega? Será que os cheiros, as descargas, a poluição, a sujidade, se manteriam se essas pessoas vivessem perto do rio? Penso que não? Sinceramente. As décadas em que tratamos mal o rio é um caso que tem que ter responsáveis. Durante décadas despejamos diretamente no rio toneladas de esgotos. Viramos as costas ao rio, abandonamos as margens e as praias, os açudes e os moinhos, a Ínsua. Deixamos de tomar banho no rio e passamos a frequentar as piscinas. Este não é o meu rio. Nasci e cresci perto do rio, aprendi a nadar e a pescar, aqui passei a maior parte das minhas férias. Sinto o rio como uma parte de mim e não estou disponível para prometer o que quer que seja. Garanto que vou requalificar e valorizar as margens, prever os necessários atravessamentos, a Ínsua, as praias fluviais e os moinhos e recuperar a relação dos amarantinos com o rio e os rios.

O saneamento básico:
Prometer é fácil e basta passar os olhos pelos Programas Eleitorais das últimas eleições para percebermos o logro em que caímos. Ou não?

A Barragem de Fridão…
Ninguém, corrijo, muito pouca gente saberá o que se passa com a Barragem de Fridão. Parece que existe um documento assinado entre as partes com uma cláusula de confidencialidade que parece já ter sido quebrada que falará em contrapartidas. Sinceramente, desconheço. Como tenho dito, comigo e com a minha equipa, todos os dossiês e temas estratégicos para o futuro de Amarante estarão sempre em cima da mesa para defesa dos interesses dos amarantinos. Este será um daqueles em que me empenharei com todas as minhas forças.

Resíduos sólidos urbanos…
Pautaremos na Câmara a nossa ação pelo permanente diálogo com as Juntas de Freguesia, com as Associações e com todos os amarantinos.

A limpeza das matas e os incêndios:
A solução dos problemas é mais fácil com a participação responsável de todos. Existem mecanismos legais para o efeito, existem meios. Por vezes, falta civismo e educação para a cidadania. Temos, todos em conjunto, um caminho a percorrer. Acredito que vamos conseguir.

O envolvimento da população na limpeza e vigia de incêndios:
Enquanto não percebermos o valor da floresta e da natureza, dificilmente encontraremos uma “solução por decreto” que resolva esse problema dramático para as populações das nossas serras. Acredito que o ordenamento da floresta e a sua limpeza através da criação de pequenos negócios relacionados com a biomassa poderão dar um importante contributo.

Amarante e a questão da mobilidade urbana:
Amarante tem hoje um grave problema de mobilidade, fruto, sobretudo, da ausência de planeamento. A localização completamente errada do novo Hospital veio acentuar esses desequilíbrios e tornar inevitável a criação de uma rede de transportes urbanos. Como se sabe, existem diferentes modelos da sua implementação, através da sua prestação pelo próprio município ou através da concessão a privados. Veremos qual a solução que melhor serve os interesses dos amarantinos e do Município.    

A descentralização do novo Hospital:
A atual localização e o modelo de Hospital são um erro grave que custou (ao que consta) 30 milhões de euros e que tem que ter responsáveis. Estou certo que este Hospital não serve Amarante nem os amarantinos. Tratarei pessoalmente deste assunto garantindo que os interesses de Amarante não serão tratados como de terceira.

A «Linha do Tâmega» não passou das comemorações do seu centenário:
A modernização da Linha do Tâmega foi uma promessa do Partido Socialista. Veio cá então a Sra. Secretária de Estado Ana Paula Vitorino garantir que a obra se iria fazer. E o que se viu? É passado. Amarante precisa de ter comboio para se poder perfilar como destino de primeira habitação da área metropolitana do Porto. Amarante terá, em conjunto com a Câmara do Marco de Canaveses, que garantir que o comboio suburbano chegue ao Marco. Terá ainda que exigir justiça e fazer valer os seus direitos para que o traçado da Livração a Amarante seja viabilizado. António Cândido não nos perdoaria que não lutássemos até às nossas últimas forças por este desígnio e por Amarante.

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