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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AMBIENTE, SAÚDE E MOBILIDADE, POR LURDES RIBEIRO

Lurdes Ribeiro, candidata PCP à CMA

O rio Tâmega e a sua despoluição:
De uma vez por todas temos que nos virar para o rio e não voltar-lhe as costas. A despoluição do Tâmega não é algo que aconteça com um estalar de dedos, mas é algo que envolve todos os municípios por onde ele passa e o ministério do ambiente. Não sendo fácil, é urgente que todas as entidades referidas se juntem e tratem de despoluir o nosso rio. Mas a curto prazo e sem necessidade de recorrer a outros, impedir toda e qualquer descarga para o rio, resolver este problema que é o “fedor” que aqui e acolá se sente e continuar o arranjo junto dele para que seja mais fácil e apetecível ir até ele.

O saneamento básico:
O que sabemos é que é uma obra que urge e que as populações que serão abrangidas por ela tanto a reclamam. Ao passar em Padronelo, junto do rio, rara é a vez que não se leva com um intenso “fedor”. Estas questões têm que ser solucionadas primeiro que muitas outras, que também importantes, porque fazem parte daqueles direitos que toda a população, sem exceção, têm direito. Não podemos ter cidadãos de 1ª e outros de 2ª, afinal todos pagamos impostos. Eu posso falar na 1ª pessoa, porque onde moro ainda não chegou o saneamento.

A Barragem de Fridão…
Como é do conhecimento em geral, a CDU está contra a construção da Barragem de Fridão. Portanto como eleitos ou na oposição tudo faremos para não se efetuar semelhante obra.

Resíduos sólidos urbanos…
Esta é outra das nossas prioridades. E mais uma vez posso falar na 1ª pessoa, levo o lixo separado, para o ecoponto que existe a 3 quilómetros e o outro lixo vejo-o ser recolhido só à quarta-feira e, ainda hoje, ao passar pela estrada a cima levei com um cheiro insuportável, que se manterá, pelo menos, até à próxima recolha. É evidente que, pelo menos, no verão esta recolha é completamente insuficiente. Mas esta minha experiência é vivida por muitas pessoas que até parece que merecem ser castigadas, pelo facto de escolher viverem na aldeia. A CDU tudo fará para que a recolha de lixo seja mais regular e para que se instalem mais uma série de ecopontos. Todos ficaremos a ganhar e o ambiente agradece.

A limpeza das matas e os incêndios:
Exigimos que tem que haver uma maior política de fiscalização, mas isto também é algo que depende muito do Governo porque tem que dotar as instituições de meios físicos e humanos para o efeito, o que não tem acontecido. É mais um “castigo” para o mundo rural. Às vezes pergunto-me se o nosso poder nos considera verdadeiros cidadãos, nós que vivemos longe das cidades, e dá-me a sensação que nos põe de lado.

O envolvimento da população na limpeza e vigia de incêndios:
O problema dos incêndios resolvia-se com uma maior prevenção, maior fiscalização, passando por uma maior sensibilização tanto a proprietários, como a pessoas que passam, passeiam ou convivem nos espaços verdes e não esquecendo dos meios que o Estado é obrigado, no nosso entender, a pôr ao dispor dos Bombeiros, sapadores florestais e outros.

Amarante e a questão da mobilidade urbana:
O que mais lamentamos é que perdemos um hospital e “ganhamos” um Centro de Saúde. Sim, tem capacidade e necessidade. Sabemos que o Hospital fica longe, mesmo deslocado, assim como, uma clinica onde a maioria das pessoas fazem fisioterapia. Os vários serviços estão um aqui, outro ali, os supermercados do outro lado. E só referir que os utentes do hospital que usam os autocarros, até há muito pouco tempo, nem uma paragem coberta tinham para esperar, o que levou o PCP Amarante a exigi-la e por isso ou por outro motivo, dias depois de lá colocarmos uma faixa com essa exigência, a paragem apareceu. Por tudo isto e porque ao conversar com muitas pessoas, especialmente idosos, elas reivindicam que havia necessidade de um minibus que andaria durante o dia a passar por todos os sítios da cidade que as pessoas têm necessidade de ir, centro de saúde, hospital, segurança social, correios, clinicas, superfícies comerciais. Isto será na cidade, enquanto que, pelo menos, nas férias escolares era necessário também haver transporte assegurado, por parte da Câmara de muitas das nossas aldeias para a cidade e vice versa. Tudo isto teria que ser posto ao dispor da população e em troca só poderia haver um contributo simbólico por parte dos utentes. Satisfeitas estas necessidades, nada temos contra a haver miniautocarros para levar turistas a conhecer os pontos de interesse do concelho, valorizando ainda mais o património religioso.

A descentralização do novo Hospital:
A queixa de muitos utentes passa sobretudo, pela distância, com a descentralização do mesmo grande e longe. Sim, porque se um amarantino recorrer lá e for necessário uma TAC, tem que ir para Penafiel, se tiver uma pneumonia complicada vai para Penafiel, se precisar de uma cirurgia (à exceção da ambulatória) é para Penafiel que vai, sendo mulher e estiver grávida é para lá que tem que se deslocar. Enfim, é assim que se gasta o dinheiro que é de todos mas nós é que ficamos mal servidos. E ainda estamos para ver, se outros não vão reabrir o hospital velho e fazer dele um grande negócio e pior ainda, se calhar usar dinheirinho que é nosso.

A «Linha do Tâmega» não passou das comemorações do seu centenário:

Esta questão é vergonhosa! Comemorou-se com pompa e circunstancia o centenário da linha no Domingo e na terça vem o Governo de Sócrates anunciar o seu encerramento, dizendo que era provisório e que a linha do Tâmega seria requalificada. Como em muitas outras coisas era a tentar enganar-nos, o que o PCP Amarante logo denunciou. Não nos cansaremos de lutar pela reabertura desta linha a par da requalificação da do Douro e com horários compatíveis de ligação, para que tantos amarantinos, que todos os dias, vão para o Porto e outras cidades não tenham que se deslocar a concelhos vizinhos para apanhar o comboio.

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