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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A QUESTÃO DO TURISMO E PROMOÇÃO DA CULTURA, POR PEDRO BARROS

Pedro Barros, Candidato Independente à CMA

A importância do Turismo Religioso:
Amarante tem no turismo um dos sectores com mais elevado potencial de crescimento nos próximos anos, traduzido em postos de trabalho. O Turismo é um sector transversal e o turismo religioso, não só com o S Gonçalo, é potenciador desse desenvolvimento. A aposta na “marca Amarante” irá promover o território, os seus recursos, equipamentos e identidade para a sua afirmação nacional e internacional, e contribuirá para a atração de visitantes.

Os locais dos concertos de verão:
Amarante, para poder afirmar-se como destino turístico, precisa de um pavilhão Multiusos, equipamento polivalente capaz de dar resposta às necessidades culturais, desportivas, musicais, e empresariais. As populações da cidade têm direito a descansarem assim como as pessoas que se querem divertir têm direito a fazê-lo em locais apropriados. Cabe ao município dotar a cidade desse equipamento absolutamente indispensável que já vem com muitos anos de atraso, tendo-se perdido ocasiões de apoio e financiamento bem mais favoráveis.

Amarante e a sua divulgação nacional nos meios de comunicação social:
Amarante tem forçosamente que ter uma estratégia de promoção da sua imagem, seja na televisão, na rádio ou nos jornais. Compare-se o que se passa com os concelhos vizinhos, nomeadamente com Baião e perceberemos a diferença. Connosco, haverá uma estratégia de marketing do território que, em função dos objetivos definidos, fará os investimentos adequados.

A reestruturação da piscina municipal de Amarante:
Admito que sim, mas chamo a atenção para o facto de dispormos do rio Tâmega e de vários outros cursos de água com excelentes praias fluviais. Temos que rever a nossa relação com o rio e os rios. Prefiro implementar um processo de recuperação da relação dos amarantinos com os cursos de água, trabalhando para que o slogan “É aqui que tomo banho” possa ser uma realidade. Iremos trabalhar para despoluir os rios, manter caudais adequados, melhorar as praias fluviais, recuperar açudes e moinhos e procurar solução equilibrada para a Albufeira do Torrão.

Amarante e as serras do Marão e Aboboreira:
Muito tem sido feito e muito falta fazer. E quanto mais fizermos mais teremos para fazer. Antes de mais, é necessário assegurar que as manchas florestais se mantêm limpas e ordenadas e que a relação das pessoas com a floresta não se fique pela comemoração do dia da árvore. Iremos apoiar as associações que estão no terreno a promover atividades nesses locais. Pensamos que a margem esquerda do Tâmega tem na floresta e nos produtos naturais e tradicionais um enorme potencial de fixação de jovens que saberão resistir às agruras da vida no interior desertificado. Iremos envolver as Associações Culturais, os Baldios, as Juntas de Freguesia, e os privados num projeto coletivo inclusivo, que seja de todos e para todos. Iremos ter mais alojamento, mais caminhadas, mais natureza, floresta mais conservada e melhor tratada, cidadãos mais atentos e responsáveis pelas questões da Natureza.

Amarante é o elo de ligação entre o Porto e Trás-os-Montes:
Amarante tem tudo para ser um espaço privilegiado para a atividade turística. Tem tradição, tem cultura, belezas naturais, património construído, vinhos ímpares, gastronomia, doces tradicionais. Em termos de potencial não falta nada!
Requalificação do cineteatro de Amarante:
Nunca parece bem fazer pacotes e pacotes de adjudicações em final de mandato, como não parece bem fazer as obras no último meio ano na esperança que a última imagem é a que fica. Penso, sinceramente, que “foi chão que deu uvas”. 

O Museu Amadeo-Souza Cardozo e a promoção da cultura amarantina:
O Museu Amadeo de Souza Cardoso é a mostra mais cabal de uma potencialidade completamente desperdiçada por sucessivos executivos. Como amarantino, mete dó ver o desperdício que é aquele espaço e aquele equipamento onde está a segunda maior coleção de obras do amarantino Amadeo de Souza Cardoso, provavelmente, o mais importante pintor português do sec. XX. Amadeo tem que ser a “locomotiva” de promoção cultural de Amarante, sem esquecer António Carneiro e Acácio Lino, na pintura, e Teixeira de Pascoaes e Agustina Bessa Luís, na literatura. Diria, com propriedade, que também nesta área “continuamos a ver passar os comboios”.

O incentivo à literatura através de concursos lançados pela CMA:
Apetece-me dizer que Amarante é uma terra de artistas, mas sobretudo de escritores. Temos que cultivar a liberdade de criação e de pensamento. Existem grandes talentos na juventude amarantina e pretendo dar-lhes todo o espaço para que se possam afirmar. A partir de Outubro, não mais um jovem criador amarantino terá que pagar aluguer de uma sala propriedade do município para o lançamento do seu primeiro livro. Nem do segundo, nem nos seguintes.

O eventual regresso do RALI à cidade:

É claro que as pessoas de Amarante e de toda a região Norte do país gostam muito de desporto automóvel e, em especial, de ralis. São muitos anos de tradição nesta área, com excelentes classificativas, várias provas de vários campeonatos, dezenas de praticantes, vários campeões nacionais. Está claro para quem anda neste meio que o Rali de Portugal, por imposição da Federação Internacional do Automóvel (FIA), entidade que regulamenta o Campeonato do Mundo, irá voltar a disputar-se na zona Norte do país. Infelizmente, não será em 2014 mas existem grandes probabilidades que o seja em 2015. Estive atento e tentei que Amarante pudesse contar com o Rali em 2014 assumindo com o sr. Presidente do ACP, Carlos Barbosa, um compromisso de querer o rali 3 anos, entre 2015 e 2017. Ganhando a Câmara, tudo farei para que o Rali de Portugal volte a Amarante. Já tive por vários anos responsabilidades na prova, fui membro de uma Comissão da FIA, membro da Direção e do Tribunal de Apelação Nacional da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, fundador e Presidente do Clube Automóvel de Amarante. Curioso é que agora há muita gente que gosta do rali de Portugal sendo que o passado recente aponta noutro sentido. Sinais dos tempos! 

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