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terça-feira, 25 de junho de 2013

PAIS APRESENTAM QUEIXA CONTRA «CLIMA INTOLERÁVEL NAS ESCOLAS»




A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) considerou esta terça-feira que existe atualmente um clima de instabilidade «inaceitável e intolerável» na escola pública, pelo que vai pedir a intervenção do provedor de Justiça.

Os pais defendem que o direito à educação deve ser elevado à condição de «desígnio nacional», criticando a instabilidade na escola pública no encerramento do ano letivo.

Em comunicado, a confederação enumera as greves aos exames e às avaliações, «o clima de instabilidade, a falta de equidade nas avaliações» e o que classifica de «consequências irreversíveis».

À escola compete «corrigir e não perpetuar as dificuldades sociais existentes e a todos garantir uma educação de qualidade», afirmam os pais.

A CONFAP recorda as difíceis condições em que estão a viver muitas famílias atingidas pelo desemprego e diz que os alunos do privado acabam por ser beneficiados por uma maior estabilidade.

Os pais questionam também como se pode exigir rigor aos filhos quando os exames não se realizam nas datas agendadas e as avaliações não são publicadas «em tempo útil».

Consideram ainda que a greve às avaliações extravasa o âmbito da Educação, «num claro prejuízo das crianças e jovens», no que respeita às suas decisões para o próximo ano letivo.

A CONFAP decidiu por isso dirigir um ofício ao provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, pedindo que seja efetivamente garantido o direito a uma educação pública de qualidade, o que para a confederação implica que os exames e as avaliações se efetuem nas datas previstas.

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