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sábado, 1 de junho de 2013

HUGO PINTO: "O CURSO DE COMANDO LEVA O HOMEM PARA ALÉM DA EXAUSTÃO"


Hugo Ricardo Moreira Pinto nasceu a 24 de janeiro de 1993 na cidade de Amarante. Após ter concluído o 12.º ano de escolaridade, no Colégio de S.Gonçalo, decide seguir o sonho de ingressar na carreira militar: “desde criança sempre tive um fascínio pela vida militar. Sempre vi um militar, seja de que tropa for, como um exemplo para a sociedade, alguém que trabalha em prol da sua Pátria”.

Conta que “a oportunidade de entrar para as Forças Armadas surgiu a 4 de julho de 2011”. Fez os testes físicos e psicotécnicos, tendo de seguida que fazer a sua opção: “foram feitas três escolhas, sendo que a minha primeira opção foi escolher os Comandos, tendo aí feito a Recruta”. O seu período de recruta foi durante três meses no “Centro de Tropas Comandos” na Companhia de Formação. Relata que “ao início foi complicado, devido ao facto de não saber o que me esperava, nomeadamente todas as adversidades”. Apesar disso, o seu grande objetivo de ser Comando falou mais alto e conseguiu superar todos os obstáculos. Refere que “ser Comando não é para todos e hoje sou-o, estando na 2.ª Companhia de Comandos”.

Questionado como foi a sua recruta, assere que “para além da instrução, fazíamos completos (exercícios): rastejar, entre outros, dependia da imaginação do instrutor”, confidencia. Em relação ao Curso de Comandos “jamais vou esquecer pois é um curso onde o homem é levado para além da exaustão, mas com espírito de sacrifício, espírito de corpo e a camaradagem, que foi dada pelos meus camaradas, foram fatores que me ajudaram a concluir o mesmo”. Atualmente, está a trabalhar no “Centro Tropas de Comandos”, na Serra da Carregueira, em Lisboa.  

Deixa o seio familiar com 18 anos, tendo que viajar algumas horas rumo à capital, quer de autocarro, quer de comboio. Quando se inscreveu e fez as provas de ingresso, a sua mãe não reagiu bem inicialmente: “até lidar com a situação ainda demorou algumas semanas, mas sempre me apoiou em tudo, tanto ela como o meu pai sempre quiseram e querem o melhor para mim”, salienta Hugo Pinto. Deixar o núcleo familiar, com uma irmã caçula de 7 anos “foi complicado, principalmente as primeiras semanas, pois ia para Lisboa e ia para a recruta, não sabendo o que me esperava. A situação piorava, sobretudo ao domingo à tarde, quando me tinha de apresentar no quartel”.

Durante a semana não vem a casa, devido à distância. Aos fins de semana vem a Amarante, caso não esteja de serviço no quartel. “Por vezes tenho de ficar duas ou três semanas sem vir, dependendo dos exercícios que tenhamos que executar”.

No Centro de Tropas dos Comandos, no Batalhão Operacional, executa durante a semana treinos físicos e recebe instruções teóricas e práticas para “estarmos sempre prontos a executar qualquer exercício ou missão com a máxima qualidade e destreza para correr tudo bem”, afirma. Admite que o seu grande objetivo é “conseguir entrar na Escola de Sargentos”, apesar de estar consciente de todas as dificuldades.

Em relação aos mais jovens, que tal como ele ambicionam seguir o mesmo trajeto, aconselha que “devem concorrer, mesmo sendo difícil, visto que, dada a elevada taxa de desemprego, muitos jovens verem na vida militar uma alternativa, mas nunca se perde por tentar, sobretudo se têm esse sonho”, conclui o entrevistado.

Blogue Ricardo Pinto (centroparoquialgondar.blogspot.com)


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