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terça-feira, 4 de junho de 2013

18.º ANIVERSÁRIO CINECLUBE DE AMARANTE - 7 DE JUNHO DE 2013

No 18º Aniversário, o Cineclube de Amarante tem a honra de homenagear o Sr. Alfredo Guedes, o «Sr. dos Sonhos» do CA, exibindo, em ante-estreia, o documentário (curta metragem de 19') de João Lourenço da Universidade Católica.

O argumento fílmico do documentário de João Lourenço é absolutamente maravilhoso: recoloca o Sr. Alfredo Guedes - projecionista do Cineclube de Amarante de 1995 até 2012 -, enquanto protagonista de um filme e de uma vida dedicada ao projecionismo. Um amante de Cinema. Um apaixonado pelo projecionismo.
Um filme intimista que desoculta e imortaliza o homem para quem o cinema é o Paraíso.

O Cineclube contará com a presença do realizador e de toda a equipa técnica.

Depois, seguir-se-á a exibição do filme Os Amantes Passageiros de Pedro Almodóvar.

No final do filme do Almodóvar teremos bolo e espumante para todos.


Cinema Teixeira de Pascoaes
6ª Feira, dia 7 às 21: 30

A máquina dos Sonhos, O homem que gosta de cinema
Realização: João Lourenço (Universidade Católica Portuguesa)
Com: Alfredo Guedes, Aurora Guedes
Produção: Pedro Moreira
Som: João Almeida
Direção de Fotografia: José Diogo Magro
Género: Documentário
Port., 2012, Cores, 19 min.


Os Amantes Passageiros
Título original: Los Amantes Pasajeros
De:Pedro Almodóvar
Com: Javier Cámara, Pepa Charro, Cecilia Roth, Antonio Banderas, Penélope Cruz, Paz Vega
Género:Comédia
Classificação:M/16

ESP, 2013, Cores, 90 min.



Data de Estreia em Portugal: 18 de Abril de 2013

Elsa Cerqueira, Diretora do Cineclube de Amarante
O Sr. Alfredo é singular: a máquina de projetar, desde há muito que abandonou a  sua dimensão superficial. A máquina não é apenas uma máquina. O objeto deixou de ser redutível à categoria de objeto. Por quê?
Simplesmente porque há uma relação dialética de transcendência-imanência que subjaz à máquina de projetar.
Por um lado, sente-se o profundo respeito – quase veneração - que tem para com a sua máquina. Há algo de sacralizado nesta máquina que o faz sonhar. É a dimensão transcendente.
Por outro lado, esta máquina é o prolongamento visceral do seu ser. É percetível esta imanência do objeto máquina no Sr. Alfredo. É co-natural à sua essência, quer dizer, faz parte das suas raízes identitárias.
O que é um escritor sem as palavras?
Não sei, mas certamente o mesmo que o Sr. Alfredo sem a sua máquina de projetar.
Assim, parece-me erróneo afirmar-se “O Sr. Alfredo e a máquina”. Enuncie-se “o Sr. Alfredo”. Bastará.
Pensando que a máquina é objeto e etimologicamente objectum é aquilo que se manifesta na exterioridade do sujeito, tudo o que escrevinhei parece contraditório. Mas o ser humano não é, apenas, razão. É contradição viva e dinâmica. É pulsar antinómico. É complexidade.
Percebo, agora, que a dialética transcendência-imanência co-habita neste homem e que ela traduz de forma perfeita a relação ambivalente e cúmplice que o Sr. Alfredo encerra.
Socorrendo-me do título de uma obra cinematográfica de Eisenstein, poderei dizer que este homem não é “o velho” e a máquina “o novo” porque têm a mesma idade. São unidade e não diversidade.
Creio que nisto reside o poder encantatório do Sr. Alfredo Guedes.                                                        
Para mim é, e será sempre, o Senhor que sonha e me faz sonhar.

1 comentário:

  1. Olá, Ricardo.
    Merci pela divulgação.
    Apareça. Está convidado.

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