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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SUSANA DIAS:

"Ao longo de um ano, o IPO foi o meu porto seguro, era lá que eu esperava ficar curada..."
Fotografia de Pedro Carvalho
Susana Cardoso Dias nasceu a 26 de fevereiro de 1969 em S. Gonçalo, Amarante. Aos 18 anos de idade ingressa na Faculdade de Filosofia de Braga (Universidade Católica), onde acaba por se licenciar em Filosofia. Admite que esta vontade surgiu porque na precocidade dos seus 16 anos compreendeu que a Filosofia haveria de ser a sua paixão. Nunca gostara das respostas definitivas: “eu própria me percebia em mutação ideológica, na minha adolescência. Ainda vivíamos a Guerra Fria e os ecos do comunismo em desgraça chegavam da Cortina de ferro, e foi aí que conheci alguma coisa de Marx, Hegel. Compreendi que a História estava sempre a dar-nos lições. E, por isso, ninguém ousasse propor-me falsas propostas porque, simplesmente, eu queria construir a minha própria visão do mundo. A partir daí, lia tudo o que me aparecesse à frente, os grandes clássicos da literatura, com os seus dramas humanos, mas também os decadentes”.

«Assim, percebi que o Homem era a minha paixão e a Filosofia haveria de me mostrar que não há respostas definitivas, mas verdades que persistem lado a lado.»

Agrada-me a ideia de «Verdade biodegradável» de E.Morin, mais do que as verdades absolutas e definitivas. Assim, definitivamente, deixei para trás as outras preferências, Biologia, Jornalismo e Relações Internacionais”, refere. Ao contrário do previsto acaba por lecionar nos seus primeiros anos de docente a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, tantos anos, que se sentiu “obrigada moralmente a concluir o bacharelato em Ciências Religiosas, na Faculdade de Teologia do Porto, da UCP, no ano de 2002, com 33 anos”, admite.
Casada e mãe de dois filhos, o Miguel e a Matilde, com 13 e 10 anos, respetivamente, aos 39 anos é confrontada, após uma ida à urgência, com a suspeita de um tumor no mediastino, na cavidade torácica. Em 2013, 5 anos depois de detetado o tumor, Susana Dias relata na 1.ª pessoa este capítulo da sua vida.




Ricardo Pinto: Professora Susana Dias o que a levou ao serviço urgência no dia 18 de junho de 2008?
Susana Dias: Nos dias anteriores à descoberta, senti um edema no pescoço, um inchaço na jugular e cansaço, o que me levou ao serviço de urgência.

RP: De que forma lhe é dada conta da suspeita de um tumor?
SD: A médica que me deu a suspeita de que tinha um tumor no mediastino naquela noite de 18 de junho de 2008 deveria assistir a um curso de como se transmite uma notícia de cancro a um paciente! 
«A insensível lançou-me a notícia como se me estivesse a dizer: "Olhe, parece que tem uma gripe."»
"Avise alguém para lhe trazer roupa porque vai ter que fazer alguns exames e vai ficar internada!" Sem qualquer interesse em saber se estava acompanhada, limitou-se a avisar-me que teria que fazer uma TAC porque se suspeitava que tivesse um tumor no mediastino e teria que ficar internada! Não saberia ela, com certeza, que ( dizem-no os psicólogos) o momento da notícia é um dos mais derradeiros e inesquecíveis no decurso da doença! Não, não saberia!!!

RP: Quem foi a primeira pessoa que contactou?
SD: O meu marido.

RP: Como reagiu ele?
SD: Ficou destroçado.

RP: Teve a oportunidade de falar com os seus filhos antes de ser internada?
SD: Não, não tive a oportunidade de falar com eles. Entrei no Hospital de S. Gonçalo e segui logo para o Hospital do Vale de Sousa onde aguardei uma semana por uma biopsia cardio-torácica
«Teria que ser feita apenas por um cirurgião do Hospital de S. João, por ser uma cirurgia delicada. Fiquei 3 dia neste hospital.»
Ao todo, decorreram cerca de 12 dias desde que saí de mais um dia de aulas e me dirigi ao Hospital de S. Gonçalo para ver o que se passava com os “inchaços no pescoço”, até regressar, outra vez, para o meu lar e abraçar os meus filhotes.





RP: Quando os abraçou, como reagiram eles?
SD: Já em casa expliquei-lhes que estava doente e teria que ir muitas vezes ao hospital e até ficar internada, que iria ficar muito fraquinha mas que contava com eles para ficar boa. Logo se animaram e traziam-me tudo o que eu precisava ao sofá. 
«O pior que se pode fazer às crianças é esconder as coisas.»
Eles têm uma capacidade incrível de assimilação e como desconhecem o verdadeiro perigo das doenças, a nossa tranquilidade ao falar-lhes, ao dizer as coisas pelos nomes (à medida da sua idade, claro!) ameniza-lhes os medos.

RP: Quando é que surge o veredito final? Estávamos perante que tipo de cancro?
SD: Felizmente tinha conhecimentos que me introduziram no IPO enquanto aguardava o resultado da biopsia cardio-torácica. Não tenho vergonha de o admitir. Se não conhecesse ninguém no IPO, teria que esperar cerca de um mês por todo o processo burocrático entre o Hospital de S. João, Vale de Sousa e o IPO ou outro onde faria o tratamento. Mas sabe, entretanto, corria o risco de asfixia!! Foi já no IPO que pediram o resultado e ei-lo: «Linfoma não Hodgkin de grandes células T, estádio I». 
«O diagnóstico não podia ser melhor. Tinha apanhado o “gajo” no início! E haveria de dar cabo dele!!!»
RP: Com este internamento inesperado, o que se sucedeu ao nível profissional?
SD: Como estávamos no final do ano letivo de 2008, acabei de corrigir testes e trabalhos na enfermaria do Vale de Sousa e enviei as notas para a ESA. Os meus excelentes colegas da escola fizeram o resto, lançaram as classificações e realizaram todas as burocracias exigidas. A Direção da escola foi exemplar em compreensão pela minha situação, e deu-me o seu apoio incondicional. Na minha escola, Secundária de Amarante, todos, sem excepção me revelaram o seu humanismo…



RP: Como foi pisar o chão do IPO do Porto? Criou-se uma segunda família?
SD: O IPO, no início impõe respeito…afinal muitas pessoas morrem lá. A última vez que lá entrara fora para me despedir de um cunhado. Fui seguida em 3 especialidades diferentes e tive sorte porque todos os técnicos eram simpáticos. Em particular, a médica que me acompanhava em oncohematologia. Era extremamente sorridente e zelosa. Adorei-a e criamos laços. De modo geral, aquelas pessoas que lá trabalham têm que ser diferentes, afinal, aquele hospital lida com problemas muito graves, alguns terminando na morte. A morte está lá, sente-se, adivinha-se…Quem lá trabalha tem que ser sensível sem ser “lamechas” e ser muito diplomata.
«Ao longo de um ano, o IPO foi o meu porto seguro, era lá que eu esperava ficar curada, sentia-me bem quando pisava a entrada e seguia cuidadosamente as regras que me impunham, as análises e exames que tinha que fazer.»

RP: Que tipo de tratamentos se iniciaram com o evoluir da doença?
SD: Quimioterapia em 6 sessões, 4 sessões de intratecal, uma quimio específica para o cérebro,  22 sessões de radioterapia, para além de muitos e variados exames pouco “ simpáticos”




RP: A certa altura teve de rapar o cabelo devido aos tratamentos. Algumas das suas amigas e colegas resolveram associar-se a este momento, cortando, simbolicamente, alguns pedaços de cabelo. Como recorda esse dia?

Fotografia de Anabela Magalhães
Fotografia de Anabela Magalhães
SD: Esse episódio do corte de cabelo com as amigas foi inefável e permanecerá nas memórias de cada uma das envolvidas! Cortar o cabelo muito curto é uma coisa estranha mas sabe-se que ainda há cabelo! Mas quando ele continua a cair, na almofada, no sofá, na sopa, pelo chão, tem mesmo que ser rapado!

«O barbeiro do IPO rapou o meu último cabelo, naquele que haveria de ser o seu último trabalho antes da reforma! Ainda me lembro da lâmina fria no crânio…e arrepio-me…Quando me levantei da minha cama, na enfermaria do 5º piso onde estava internada, e me olhei ao espelho, assustei-me com a imagem!»

“Que melão!” Inchada com as doses cavalares de cortisona e sem o meu lindo cabelo, estava irreconhecível! Não, não era eu! Mas sim a outra personagem que recentemente tinha tomado conta de mim! Eu sabia que estava dentro daquele invólucro mas era como uma estranha em mim!


RP: O facto de ter ficado sem cabelo levou-a a usar uma peruca. Quem a acompanhou no processo de escolha da mesma?
SD: Comprei a peruca com a ajuda do meu marido. Esse momento foi giro porque havia uma ruiva que me ficava bem mas eu tive receio que ele começasse a ter fantasias com mulheres ruivas! (risos) Não gostei da peruca, fazia-me comichão. Usava-a em público para não intimidar ninguém.

RP: Vida/ Morte- algum dia, alguma hora, algum instante, pressentiu que poderia morrer?
SD: Se dissesse que sim, estaria a ser hipócrita! Não sei o que se passou, mas quando a médica no Vale de Sousa me atirou com a sentença de tumor, de forma fria e sem qualquer cuidado, eu acho que nasceu qualquer coisa em mim, uma espécie de furacão emocional, que tomou conta de mim e não me roubou nunca mais o sorriso! E nunca me deixou pensar em morte. 
«É verdade que quando comecei todos os tratamentos, senti-me tão fraca que pensei que se não me trouxessem comida eu simplesmente ficaria deitada à espera de me ir lentamente, mas nunca a morte fez parte dos meus pensamentos e medos!»
Sempre senti que haveria de ser maior do que o “gajo” que entrara em mim sem licença! E sempre com o meu sorriso nos lábios, e a minha vontade de me rir de mim mesma! 





RP: 5 anos depois, como olha o passado? 
SD: Hoje, refletindo sobre o passado, acho curioso nunca ter pensado em morte e devo ter sido a única! À minha volta, a família pensava nessa possibilidade, eu sabia-o! Lembro-me que quando regressei a casa depois da biopsia no S. João, felicíssima por estar na minha casa, ao fim de 12 dias em hospitais, eu só pensava: "que bem que cheira a minha casa, cheira a vida" e avisei toda a gente, o marido, a mãe: 
«"-Agora que estou em casa, não quero cá choradeiras, nem pessimismos, porque eu vou viver!»
Se alguém o quiser fazer, faça-o nas minhas costas!" E soube, mais tarde que o faziam! Mas eu não me podia permitir entrar em angústias existenciais, eu queria estar forte, reunir todas as minhas forças e dos que me rodeavam para lutar contra esse cancro maldito! Não sei, mas talvez, também, por isso, eu tenha sobrevivido…

RP: Na generalidade dos casos, o doente com cancro ainda continua a ser visto como o «coitadinho» pela comunidade em geral. O que é necessário fazer, na sua opinião, para pôr fim a este preconceito?
SD: Antes de mais, é preciso que o doente não se sinta “coitadinho”! E as pessoas que estão do lado dele não se lhe refiram como o “coitadinho” É que eu não consigo compreender porque é que alguém a quem se diagnostica um tumor, e não pôde escolher não o ter, de repente se transforma em “coitadinho”! Em altura nenhuma da minha vida tive pena de mim mesma! 
«Eu acredito que somos nós que decidimos a nossa vida, somos os autores das nossas decisões. Acontece que há muitos episódios que não controlamos, como a doença, a morte, a traição.»
Nesses, em que não interviemos, não escolhemos ter cancro, transformarmo-nos em “desgraçadinhos”, em seres miseráveis, vitimas da compaixão alheia, que muitas vezes quer é alimentar a sede de coscuvilhice?! Não. Não gosto dessa imagem de “coitadinho”, nunca se me colou e sei apenas que quando estive doente quem me viu nessa perspetiva inventou cirurgias, maleitas variadas, e até estados terminais! Esta imagem não cria boas ondas, otimismo, cura, mas antes ambientes definhados, atrofiados, onde abunda a ignorância e os mitos…

RP: Como reagiram os seus alunos à sua doença?
SD: Os alunos, no momento em que descobri que estava doente, foram incansáveis! Alguns tiveram atitudes de adultos responsáveis! Devo muito a alguns, particularmente à minha, à época, direção de turma, bem como a alguns alunos que estavam a fazer comigo uma horta biológica. Nunca os esquecerei! E sinto que quando me encontro com eles se criaram laços fortes e que gostam de me ver! Isso é muito gratificante e dá honra à nossa missão de professor. 
«Afinal, tornamo-nos, pelo exemplo, modelos para aqueles jovens que se cruzam connosco dentro de uma sala de aula.»

RP: As suas rotinas diárias, desde então, foram alteradas?
SD: Sim. Passei a ter ainda mais cuidado com a alimentação. Reduzi o consumo de carne vermelha e abdiquei dos grelhados com fumo. Consumo muitos frutos vermelhos, vegetais e  prefiro os produtos biológicos e os da época. Regras que ainda hoje mantenho. Tinha muito cuidado com o sol. Hoje, acrescentei o exercício físico sistemático. Os médicos são consensuais no que diz respeito aos benefícios do exercício para a manutenção da saúde. Por isso,  deixei-me de recorrer aos argumentos de senso comum: “Ai que já faço muito exercício escada a cima, escada a baixo…a estender roupa, passar a ferro, etc,” Isso é tudo treta! Isso não é exercício sistemático! 
«Agora reservo algum tempo para mim, para correr na Costa Grande!» 
Ou andar de bicicleta. E que bem que me faz ao corpo e à alma!

RP: Sente que a guerra foi vencida, ou ainda há algumas batalhas a travar?
SD: Uma das consequências do tumor foi o aparecimento do «Síndrome da Veia Cava», que provocou diversas tromboses nas veias jugular e subclávia. Ora, tal fez com que ao longo de 4 anos tomasse uma medicação diária e fizesse controle mensal no IPO. Para além desse controle, tenho consultas de radioterapia e oncohematologia com uma determinada periodicidade. A batalha com aquele cancro está vencida. Agora, pela agressividade dos tratamentos a que estive sujeita, outras formas de cancro podem surgir, em zonas do corpo que nada têm a ver com a primeira. Basta que uma "célulazinha" queira armar sarilhos outra vez! 
Com o cancro, nunca podemos dizer que a guerra está ganha. Por isso, é que o cancro não tem cura!





RP: Que testemunho pessoal gostaria de deixar a todos aqueles que se revêm nesta história. Alguém que soube há pouco tempo que tem cancro, por exemplo, e não está a saber lidar com a situação?
SD: Não sei muito bem... Creio que tudo o que tenho para dizer já o disse! Não há fórmulas, não há instruções. O modo como lidamos com a doença, no fundo, reflete o modo como encaramos a vida. Se amamos a vida e gostamos de a saborear, então não devemos deixar que uma doença nos roube esse gosto. Concedemos, sim, um tempo a um estado que exige muito da nossa luta, da nossa paciência…preocupamo-nos em primeiro, em segundo, em terceiro, connosco!!!! Sem remorsos! Nós somos a prioridadade!
E nada de ideias fúnebres, pessimistas, de isolamento, de “Ai, o que me foi acontecer? Porquê eu?” Perguntas, desculpem-me, imbecis, sem sentido! Afinal, porque é que estas doenças também não nos podem acontecer? Afinal, somos assim, tão especiais? Somos assim tão intocáveis? 
«Temos é que ganhar força onde quer que ela esteja, para lutarmos contra estes “sacanas” sem lei! E olhe que eu tenho apenas 1,60, e não sei onde guardava tanto otimismo, mas lá o descobri.» 
E se eu fui capaz, todas as outras pessoas serão, também capazes!
Se não, eles roubam-nos o nosso bem mais precioso! E olhe, que não é a casa, nem o carro, nem as jóias que se guardam zelosamente no cofre escondido a sete chaves…
Na Suiça, uma amiga minha descobriu que tinha cancro da mama. O oncologista disse-lhe: “Minha senhora, nós somos responsáveis por 60% da sua cura, o resto é da sua responsabilidade!” Ele estava a dizer-lhe que contava que ela se alimentasse bem, cumprisse o estipulado e fosse otimista!

RP: E para os que não estão  doentes?
SD: Para os que não estão doentes, o meu conselho: atenção aos sinais anómalos do nosso corpo. Melhor do ninguém, sabemos quando as coisas não estão bem com o nosso organismo. E quando isso acontece, a ida ao médico é o mais sensato a fazer e, em muitos casos, a nossa possibilidade de cura. 
«Pode ser a diferença entre um tumor numa fase inicial ou um cancro metastizado.» 
E sei que ninguém quer o primeiro mas muitos têm o segundo por sua culpa, por desleixo, por acreditar que “essas coisas” acontecem ao outro, porque “não tenho tempo”, “ porque não é nada”! Sim, eu conheço esses argumentos! Se eu os tivesse utilizado talvez não estivesse aqui a contar a minha pequena história. 





O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebra-se, anualmente, no dia 4 de fevereiro. Este dia tem o objetivo de chamar a atenção para o Cancro e incentivar a sua prevenção e tratamento. O Cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Estima-se que a doença será responsável por mais de 84 milhões de mortes entre 2005 e 2015. Neste dia comemorou-se também, este ano, em Portugal, os cinco anos de existência da Linha Cancro, que apoia doentes, familiares e amigos. Este serviço atende em média cerca de 2 mil chamadas por ano e responde a mais de 800 e-mails, mas quer ir ainda mais longe:

 

Locução: Ricardo Pinto
Pesquisa: RTP





Desafiámos a entrevistada Susana Dias a partilhar fotografias que relatem toda esta sequência temporal, desde a  identificação do tumor até hoje: 
VIVER COM CANCRO - TESTEMUNHO DE SUSANA DIAS




À entrevistada foi diagnosticado um tumor no mediastino. O mediastino é o espaço existente entre os dois pulmões que comporta estruturas como a traqueia, o coração, o esófago, o timo e parte dos sistemas nervoso e linfático. É dividido em três partes principais: mediastino anterior, mediastino posterior e mediastino médio. Qualquer crescimento celular anormal numa destas três regiões é considerado um tumor do mediastino







http://pt.scribd.com/doc/2348686/TUMORES-DO-MEDIASTINO

9 comentários:

  1. Beijinhos Professora Susana.
    Ana

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  2. Grande Susana Dias! Uma história maravilhosa!!!!!!!!!!

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  3. Olha a minha professora de moral, que saudades das suas aulas!

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  4. Grande lição de vida. Uma doença é sempre uma experiencia (muito) marcante na vida dos doentes e das pessoas que os rodeiam. Primeiro, tal como a Susana refere o choque de diagnóstico é terrível. Este testemunho com muitos outros permite partilha, vivência entre todos já diagnosticados. Tenho um dos meus irmãos (com 56 anos) neste momento a fazer QT, foi-lhe diagnosticado um cancro estômago. Tenho amigos também com cancro. Minha mulher foi diagnosticada em Março de 2008 com doença Crónica LES (Nefrite Lúpica Classe IV) após internamento mês e meio no HGSA. Por isso, sem conhecer a Susana atrevo-me a dizer que ela é uma grande mulher. Muito obrigada pelo testemunho.

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  5. Magnífica entrevista! Vi e revi o vídeo - fantástico, chorei de emoção!
    Lucinda

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  6. Este testemunho é um exemplo de vida.
    Obrigado pela partilha. Tudo de bom

    Brigite

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  7. “ A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia” (Martin Luther King).

    Lurdes Neves
    beijinho prof.Susana

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  8. Também luto contra essa maldita doença,já a 16 anos. No inicio paresse que o mundo tinha desabado sobre mim, agora não estou a fazer tratamento uma vez por semana e fui buscar força e vontade de viver no meu filho de 13 anos e no meu marido, que são mais importantes de que a maldita doença. Não me sinto como tal ,mas sim como um ser humano normal, mesmo com o desconforto de tanta medicação. Força e um abraço.

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  9. Temos em nós a matriz da mãe natureza,
    E estamos aptos para a vida enfrentar,
    E lutamos e queremos da vida a beleza,
    Enfrentamos as intempéries, com garra,
    Mesmo sabendo de nada termos a certeza,
    Subitamente quebra-se da vida a amarra,
    Tudo vencemos com o amor e o saber amar!

    Bela lição de vida Susana!
    Um abraço fraterno para todos!


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