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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Portugal acorda com fado património da humanidade


A UNESCO aprovou a proposta de elevar o fado a património imaterial da Humanidade. A votação demorou dois dias, a conclusão acabou por ser favorável e a notícia chegou a Portugal por SMS.

Portugal e o Fado tiveram de esperar quase dois dias para saber se a emblemática música urbana portuguesa viria a ser considerada património imaterial da humanidade. Ontem, mediante votação, a candidatura portuguesa foi finalmente aceite.

A notícia do feito chegou ao nosso país via sms: O Fado já é património imaterial da humanidade, escreveu Sara Pereira, directora do Museu do Fado a partir de Bali, na Indonésia. A representante enviou a mensagem mal o resultado da candidatura foi anunciado, na sala onde o comité intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) esteve a votar as candidaturas a património cultural imaterial da humanidade.



A candidatura portuguesa foi aprovada por unanimidade em pouco mais de cinco minutos. Em declarações ao jornal Público, o presidente da comissão científica da candidatura e musicólogo - Rui Vieira Nery - disse que o resultado positivo "pôs fim a uma grande ansiedade", referindo-se à lentidão com que o processo de avaliação e votação decorreu em Bali.

A candidatura portuguesa foi a última a ser avaliada na sessão de Domingo, dia 27 de Novembro, depois de terem passado à votação mais de 30 propostas.

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que formalizou a candidatura junto da UNESCO terminou o breve discurso que fez no local aproximando o iPhone do microfone para que a sala ouvisse Amália cantar ‘Estranha forma de vida’. Mariza e Carlos do Carmo foram os embaixadores da candidatura portuguesa.

Recorde-se que o Fado era uma candidatura favorita, já que em Outubro a comissão de peritos da UNESCO a considerou “exemplar”.O processo começou a ser preparado há 6 anos e foi formalizado em Junho de 2010.

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