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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Moura Guedes assistente no processo «Face Oculta»


Manuela Moura Guedes foi admitida como assistente no processo «Face Oculta», após ter formalizado o pedido há mais de um mês. A jornalista quer assim «auxiliar o Ministério Público na procura da verdade», noticia a «Lusa».
«Acho que, como assistente, posso neste caso auxiliar o Ministério Público (MP) na procura da verdade», disse à agência «Lusa» Moura Guedes. A jornalista revelou ainda que recebeu, esta quinta-feira, a informação de que o pedido foi aceite, pelo que «já é assistente no processo Face Oculta».
A suspensão na TVI do «Jornal Nacional» de Manuela Moura Guedes, em vésperas das legislativas de Setembro de 2009, tornou-se manchete na imprensa e a oposição insinuou a intervenção do Governo. O primeiro-ministro desmentiu as acusações.
Moura Guedes considerou que, em «determinados aspectos, poderá ajudar» na descoberta da verdade sendo que, como assistente, pode requerer diligências de prova no processo.
Questionada sobre a intervenção no processo «Face Oculta», Manuela Moura Guedes assegura não ter qualquer «questão pessoal com o primeiro-ministro». «Para já, não conheço o senhor primeiro-ministro. Portanto, é impossível ter qualquer questão pessoal» com ele, vincou.
Confrontada com o facto de o próprio primeiro-ministro ter feito declarações públicas pouco abonatórias relativamente ao «Jornal Nacional» da TVI, Manuela Moura Guedes referiu que esse «caso está em tribunal», alegando que foi posta em causa a «credibilidade» e a «seriedade» dos jornalistas que formavam a equipa do jornal.
A jornalista sublinhou que o «Jornal Nacional» da TVI não teve qualquer notícia desmentida e que o serviço noticioso sempre se referiu ao primeiro-ministro como figura pública e no exercício das suas funções e não à sua pessoa, pelo que achou «estranho» que tenha sido posta em causa a credibilidade do «Jornal Nacional».
Quanto à decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de declarar nulas as escutas de conversas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara, a jornalista disse «não perceber qual é o valor jurídico do despacho», uma vez que não houve inquérito.

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