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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Avaliação: 87 - 90 % por cento dos professores tiveram Bom. Não se esqueçam do MT.BOM e EXCELENTE. Trabalhem!


A ministra da Educação revelou, esta quarta-feira, que 83 por cento dos professores foram classificados com Bom no último ano lectivo.
Para Isabel Alçada, este número elevado explica-se com «a tradição da atribuição desta nota aos docentes por parte de quem avalia», acrescentando que «houve menos de 0,5 por cento de classificações com a nota regular ou insuficiente».
«Estes dados também explicam a nossa intenção de distinguir os professores que obtenham Muito Bom e Excelente com uma progressão mais rápida» na carreira, destacou a ministra, que falava aos jornalistas em Castelo Branco.
Governo e sindicatos realizam quinta-feira aquela que deverá ser a última ronda negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação docente, depois de terem falhado um acordo na semana passada.
No centro da discórdia está, sobretudo, a progressão dos professores classificados com Bom. Segundo a proposta do ministério, nem todos aqueles que conseguirem esta nota poderão aceder ao topo da carreira, ficando dependentes da existência de vagas.
A ministra disse esta quarta-feira estar esperançada no sucesso das negociações de quinta-feira: «Tem havido sucessivas aproximações entre as nossas propostas e aquilo que as organizações sindicais nos têm feito chegar e que consideram ser importante para o estatuto da carreira docente e para a avaliação.»
Isabel Alçada afirmou que «em relação ao sistema de avaliação, o modelo está praticamente aceite», mas no que respeita ao estatuto da carreira há «ainda algumas propostas a apresentar».
A ministra disse esperar que «as organizações sindicais também façam uma aproximação» à proposta do Governo, considerando que o ministério apresentou aos representantes dos docentes um projecto equilibrado, «que vai ao encontro daquilo que é uma carreira boa para os professores e que está equilibrada com as outras carreiras da função pública».
«Estamos convictos de que se os professores analisarem bem a nossa proposta a vão aceitar», sublinhou.
Caso não haja acordo esta semana, Isabel Alçada diz não temer a contestação dos professores: «Pode-se sempre trabalhar com serenidade. A relação entre o Ministério e os sindicatos deve ser sempre feita pela via do diálogo e não de uma forma conflitual.»
Em Castelo Branco, a ministra visitou o Projecto Piloto do Plano Tecnológico da Secundária Amato Lusitano e lançou a primeira pedra da escola EB 2/3 Afonso de Paiva, que custará quatro milhões de euros e resulta de um protocolo entre o Governo e a autarquia local. A obra estará concluída em Setembro e servirá 700 alunos e 80 docentes.

5 comentários:

  1. Olhe, Ricardo, o que se me oferece dizer sobre esse seu «professores, trabalhem!» e todo o restante texto do seu post é o seguinte:
    Convenhamos que Muito Bom é, ou será, melhor do que Bom.
    Mas o problema não está posto nos seus devidos termos pela Ministra Alçada:
    Do que se trata verdadeiramente por parte dela, a ordens do Governo, é de que querem apertar o funil do dinheirinho, e deixar no 7º escalão de vencimentos grande parte dos «Bons…»
    Agora pergunto eu: É situação de futuro condigna ficar com vencimento de 7º escalão após reforma?
    Por experiência própria (e somos dois professores reformados a falar( eu e minha consorte…) NÃO!
    E o que Governo gasta com seu «obrar» e tgv’s e reformas chorudas de políticos magistrados quadros militares e bancários?
    Não podem melhorar a situação económica de professores e investir na cultura deste nossa gente de que professores são os primeiros agentes e mais importantes para o país profundo e real do que os políticos como muito bem pôs dedo na ferida um bispo nosso da portuguesa católica igreja?
    Prioridades, amigo, prioridades, que, mais lhe digo, bem inoportuna é agora a demagogia estatística da Alçada.

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  2. Pelo que sei até ao momento, os professores são avaliados por colegas, dentro da mesma escola. As notas são para ser dadas, e o mesmo acontece, entre o aluno-professor. Há aquele professor que acha que dar 20 à disciplina é um exagero. Esta mentalidade está completamente errada. Se o aluno atingiu todos os objectivos na disciplina o porquê de esconder o 20??? Pah, as notas são para se dar!
    Há alunos e alunos---
    Há professores e professores---
    Há médicos e médicos---
    Porquê que os médicos, que lidam com vidas humanas não são avaliados?
    Fácil - há excesso de profesores, há falta de médicos. De quem é a culpa? Do sistema. Não hája a mínima ideia. Não concordo de forma alguma que algum aluno, só por ter altas notas, deva ser médico, muitas vezes teríamos profissionais mais competentes se tivessem outros alunos.
    Os professores são todos avaliados. Se é professor, logo é avaliado, logo estão todos à mesma mercÊ. Simples,,, não!!!!
    Muito complexo!

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  3. O que lhe quis dizer, Ricardo, e perdoará a insistência, é que O PROBLEMA DO ÊNFASE DADO A AVALIAÇÃO ESCONDE o outro de fundo que é apertar funil ao dinheirinho na cultura. Quanto a 20 nenhum meu aluno em Filosofia o cheirou. Concedo que em Matemática ou Biologia seja... Mas essa de Médicos não serem avaliados também esconde uma outra questão -- que é dar prioridades a saudesinhas salvo seja e esquecer a verdadeira dimensão do humano que Governo deveria contemplar a Dimensão Cultural... O dinheirinho do governo só serve para o que dá votos que é «obrar...» Saber ter povo de olhos bem abertos nunca deu votos nem antes nem depois de Abril.

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  4. Pronto lá vamos nós bater no ceguinho... dizer que o 20 nas ciências sociais é mais difícil de atribuir do que nas ciências exactas. Sabe qual é o mal da maioria dos professores de filosofia, não querendo dizer com isto, que seja o seu caso, é que se acham donos da verdade é qualquer ideia que vá contra os seus princípios é cortado. Filosofar não pode ser só «copiar ideias de professores». Só sermos genuínos criando e reflectindo sobre as nossas ideias.
    Os senhores professores terão de se preparar. Querem proguedir? Então vamos para a avaliação. Cerca de 90% com Bom, 0,5 abaixo de suf e insf.............................

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  5. Sim, amigo, aceito e respeito sua avaliação de posturas de professores de filosofia e outros. Eu nunca protestei porque nunca tive vinte. A meu tempo anos 60 doze já era grande nota. Hoje em dia conheço até catedráticos mercê de falsos vintes... O problema é que não nos habituamos a que alunos nos ultrapassem o que lhe direi não é meu pessoal caso. Mas adiante. Votos faço de que (não muito esperançosos de minha parte) de que dizia progridamos até um amanhã bem melhor. E esse progresso seja de jovens animados, como o Ricardo, é quanto espero. Vão, mas vão mesmo, mais além do que nós, até onde nós não fomos!

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