Etiquetas

domingo, 27 de dezembro de 2009


Papa Paulo VI, nascido Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini (Concesio, 26 de setembro de 1897 - Castelgandolfo, 6 de agosto de 1978), foi Papa do dia 21 de junho de 1963 até à data da sua morte, em 6 de agosto de 1978.
Chefiou a Igreja Católica durante a maior parte do
Concílio Vaticano II e foi decisivo na colocação em prática das suas decisões.

Sermões polémicos
Paulo VI, na Carta Apostólica
Africae terrarum [1] (Terras da África - 29 de outubro de 1967) realça os aspectos comuns do cristianismo com as tradições e os valores africanos da família,[2] considera que nas regiões africanas o "pátrio poder é profundamente respeitado" e permanece intacta a autoridade do pai na organização familiar. Neste documento reconhece costumes tradicionais da cultura africana como sendo muito positivos e "neles vê a base providencial sobre a qual transmitir a mensagem evangélica e avivar a construção da nova sociedade em Cristo" como já havia sobrenotado, recorda, por ocasião da canonização dos Mártires de Uganda [3], mártires estes que, segundo afirma, foram "as primeiras flores de santidade cristã" do que chamou de "nova África", "brotados da cepa mais viva da antiga tradição." [4]
Nesta Carta Apostólica, depois de verificar um progresso na "oportuna reforma de antigas instituições tribais" como o "dote" que se prestava a abusos gravemente nocivos ao tranqüilo e sereno desenvolvimento da "família natural e cristã" e que a poligamia não corresponde mais à mentalidade prevalente na África
[5] evoca os dizeres da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II:
Os esposos e pais cristãos devem, seguindo o seu caminho peculiar, amparar-se mutuamente na graça, com amor fiel, durante a vida inteira, e imbuir com a doutrina cristã e as virtudes evangélicas a prole que amorosamente receberam de Deus. Dão assim a todos exemplo de amor incansável e generoso, edificam a comunidade fraterna e são testemunhas e cooperadores da fecundidade da Igreja, nossa mãe, em sinal e participação daquele amor, com que Cristo amou a Sua esposa e por ela Se entregou.
[6] [7]
Conclui a mensagem recordando que no solo da África encontrou refúgio o ainda pequeno
Filho de Deus e a sua Sagrada Família, num momento de perseguição e exílio, e recomendando à "mediação redentora de Cristo e à intercessão de Maria Santíssima e de São José a sorte da juventude e da família africana."

Sem comentários:

Enviar um comentário