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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Moniz "espera que a ERC cumpra o seu dever"


O ex director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, já foi ouvido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) no âmbito do processo de averiguação de alegadas interferências do poder político na TVI, nomeadamente nos motivos que levaram ao cancelamento do Jornal Nacional de 6ª.

À saída afirmou aos jornalistas que "espera que a ERC cumpra o seu dever" e que se ainda não conhece toda a extensão das razões que levaram à suspensão do Jornal Nacional de 6ª deve fazer tudo ao seu alcance para esclarecer a situação.

Ao DN disse ainda que apesar destas audições não espera o regresso do Jornal Nacional apresentado por Manuela Moura Guedes.


A pivô que se encontra de baixa desde 28 de Setembro já está a ser ouvida na ERC e à entrada não quis prestar declarações.


Este bloco noticioso era apresentado por Manuela Moura Guedes, que será ouvida ainda esta tarde. A jornalista dirigia uma equipa autónoma, que realizava trabalhos independentes para o próprio Jornal Nacional de 6ª (as reportagens sobre o caso Freeport levaram mesmo o primeiro-ministro José Sócrates a criticar publicamente o bloco noticioso).

À chegada às instalações da ERC, José Eduardo Moniz escusou-se a falar com os jornalistas.

No âmbito do mesmo processo está também prevista para a tarde de hoje a audição da jornalista e ex directora-adjunta da TVI, Manuela Moura Guedes.

O presidente da ERC, José Azeredo Lopes, e a vogal Estrela Serrano não estarão presentes nas audições por se encontrarem de férias.

Os dois jornalistas vão ser ouvidos na sequência da suspensão em Setembro do "Jornal de Sexta" da TVI - habitualmente apresentado, e da responsabilidade, de Manuela Moura Guedes - pela administração da Media Capital, um dia antes de o programa retomar a emissão, após um período de férias, altura em que se previa a divulgação de novos dados sobre o caso Freeport.

O caso levou a direcção do canal a demitir-se enquanto a redacção considerava a questão como um "atentado à liberdade de imprensa" e José Eduardo Moniz, já fora da estação, afirmava tratar-se de um "escândalo".

Na altura, o próprio presidente da ERC qualificou o caso como "absolutamente inaceitável".

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