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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EDP apresentou a autarcas anteprojecto do empreendimento de Fridão - AMARANTE

Uma equipa da Electricidade de Portugal (EDP), liderada por Abílio Seca Teixeira, apresentou, recentemente, o anteprojecto da Barragem de Fridão, numa sessão que decorreu na Casa da Portela e para a qual Armindo Abreu, Presidente da Edilidade, convidou o Presidente da Assembleia Municipal, os líderes dos grupos parlamentares na Assembleia Municipal, bem como os presidentes das 12 juntas de freguesia de Amarante banhadas pelo Tâmega.À apresentação do anteprojecto seguiu-se um debate e a colocação de questões pelos presentes, sobretudo preocupados com os eventuais impactos negativos e de segurança provocados pelo empreendimento.Conhecido o anteprojecto, resulta a intenção da EDP em construir um escalão principal, localizado a 4,7 quilómetros a montante da confluência com o rio Olo, e uma barragem a jusante, implantada a 0,5 quilómetros a montante da foz daquele rio e que distará 4 quilómetros da cidade de Amarante. Esta barragem destina-se, segundo os responsáveis da EDP, à regularização dos caudais do Tâmega, designadamente a procedimentos de estabilização da quota na cidade, não havendo lugar a quaisquer transferências de água para o escalão principal.Independentemente do estudo de impacte ambiental que vai ser elaborado, é já possível estimar algumas das consequências associadas à construção do empreendimento de Fridão: desactivação da pista de canoagem da Quinta das Fontainhas; submersão da ponte de arame em Lamelas e da zona de lazer a sul; submersão de seis habitações e 12 outros pequenos edifícios e inundação de 6,1 hectares de área agrícola.Como impactes positivos, a EDP sublinha, na fase de obra, a dinamização de actividades ligadas à construção civil; a criação de 1 000 postos de trabalho directos no pico da construção; criação do triplo de postos de trabalho indirectos; maior dinâmica no consumo de serviços locais (comércio, restauração, alojamento); construção de novos acessos e reposição melhorada de existentes.Na fase de exploração, a EDP aponta como benefícios a existência de reserva hídrica para abastecimento de populações, rega e combate a incêndios; a regularização de caudais para jusante com reforço no período seco e possibilidade de adaptação a necessidades específicas de outros usos, bem como criação de espaços adequados à actividade turística e de lazer, potenciando o desenvolvimento económico da região.Entre as medidas de minimização ou de compensação dos impactes negativos que a EDP se propõe implementar estão a construção de duas travessias rodoviárias (uma no escalão principal e outra na barragem a jusante) e a transferência da pista de canoagem de Fridão para a zona do Penedo do Açúcar, recuperando e melhorando a já aí existente. Esta intervenção consistiria na criação de condições de fornecimento de caudais e volumes de água suficientes para activação da pista; preparação do plano de água de acesso à pista de praticantes que utilizam o trajecto de retorno e criação de muros e protecções laterais ao canal e sua modelação, de modo a criarem-se condições para competições, arranjo dos canais de retorno, e reforço e melhoria do açude existente. Intenção da EDP é, também, estruturar uma área de piscina natural para uso recreativo e proceder ao arranjo paisagístico e recuperação da Ilha dos Amores, para sua protecção contra a erosão, e permitir a sua utilização lúdica.A propósito de questões de segurança estrutural, a EDP enfatiza que a probabilidade de ocorrência de um acidente é muito reduzida, desde logo pela tipologia de construção, em betão convencional, a que há a juntar os sistemas de monitorização e controlo permanentes, de acordo com exigentes normas de segurança.Afastada está, também, de acordo com a EDP, a possibilidade de se registar perda de qualidade da água na zona de captação para abastecimento público, à Praia Aurora, bem como na cidade, devendo, no âmbito do empreendimento, ser cumprida a Directiva-Quadro da Água que visa prevenir a degradação e proteger a qualidade das águas e dos ecossistemas, promover a sua utilização sustentável e contribuir para a mitigação dos efeitos das inundações e secas.

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