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domingo, 8 de novembro de 2009

Sá de Miranda no «Ler +»: Comigo me desavim


Comigo me desavim

Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim , se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?

Sá de Miranda

2 comentários:

  1. Ricardo, Amigo, cá volto a comentar o LER+ ...
    Uma vez lhe prometi que não deixaria nenhum LER+ sem comentário meu.
    Hoje vai de meu Um Último glosa a glosa de Sena a Sá de Miranda.

    «Idem semper».

    O sol vai alto,
    passam da calma as aves...

    De passarem aves...

    Calmo é o tempo como noutro tempo antes soía...

    -
    Co’a calma, as aves
    passam na lonjura.
    Pairam sobre a planura.
    Enlevam-me,
    e desvanecem-se,
    p’lo ar alado.
    Deixam-me saudoso
    do seu voado voo,
    antes sonhado.

    Seu,
    Ângelo Ochôa,
    que daqui o abraça!

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  2. Estava a ver que tinha abandonado a minha casa!
    Ainda bem que por cá anda!
    Abraço!

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