Etiquetas

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não sofra mais em silêncio! Basta de violência doméstica: Não tenha medo em contactar a APAV - . Dê o 1.º passo para a sua libertação!




'A violência contra as mulheres é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz'.

Kofi Annan, ex-secretário Geral das Nações Unidas

O Gabinete de Apoio à Vítima (GAV) de Braga, localizado na Junta de Freguesia de S.Victor, já registou, este ano, 338 processos. A maioria diz respeito à prática de crimes contra mulheres.
Um número que acompanha a tendência de anos anteriores.
Em 2008, o GAV de Braga abriu 441 processos.
Oitenta e três por cento das vítimas eram do sexo feminino.

No dia em que se assinala a eliminação da violência contra a mulher, a realidade mostra que o problema está bem presente na sociedade portuguesa e no distrito de Braga.
Apesar das estatísticas de 2009 ainda não estarem disponíveis, a realidade dos números de 2008 deixam a nu um problema social grave.

Segundo dados do GAV referentes ao ano transacto, as vítimas de crime de violência no distrito de Braga inscreviam-se predominantemente num modelo familiar tradicional: a família nuclear com filhos (63, 6%).
A maioria das vítimas são, por isso, casadas (51,35%).

Contrariamente à vítima, os dados que permitem caracterizar o autor do crime evidenciam que a maioria deles foi praticado por indivíduos do sexo masculino (90,7%).
Quanto à idade, é entre os 18 e aos 55 anos (48%) que se situa a maior proporção dos autores do crime, com destaque para o grupo etário dos 36-35 anos (23,1%).

No que diz respeito ao estado civil, 56,6 por cento dos autores eram casados.
A relação mais comum existente entre o autor do crime e a sua vítima é a familiar. Em 49% das situações, o laço é do tipo conjugal (cônjugue/companheiro).
Os casos em que a relação entre o autor e vítima de crime ultrapassa a dimensão familiar são residuais.

Vinte e seis mulheres foram assassinadas este ano

Vinte e seis mulheres foram assassinadas desde o início do ano e 43 foram vítimas de tentativa de homicídio. A maioria foi morta pelos companheiros, maridos ou namorados, revelam dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (UMAR).

Em 2008 tinham sido assassinadas 43 mulheres, o número mais alto desde 2004.
O número de mulheres assassinadas por aqueles que ainda eram companheiros, maridos e namorados constituem 64 por cento dos casos, sendo que 36 por cento foram vítimas dos parceiros de quem estavam já divorciadas ou separadas.

A maioria (52 por cento) das tentativas de homicídio foi igualmente praticada pelos maridos, companheiros, namorados, com quem a mulher ainda mantém relação de intimidade, enquanto 23 por cento dos casos foram cometidos por ex-maridos, ex-companheiros e ex-namorados.
Dos dados recolhidos até ao momento, não foram registadas mortes provocadas por outros membros do grupo familiar (filhos, pais e outros), ao contrário do que aconteceu em anos anteriores.

No entanto, nas tentativas de homicídio 20 por cento dos casos (nove) foram praticados por pais e filhos e cinco por cento por outros familiares.
A UMAR ressalva que, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores, algumas destas situações podem vir a revelar-se fatais, na medida em que algumas vítimas não resistem a os ferimentos e acabam por morrer.

Sem comentários:

Enviar um comentário