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quinta-feira, 9 de julho de 2009

MP pede pena efectiva para Isaltino Morais - ISALTINO ABANDONA TRIBUNAL, faça o mesmo quando lá estiver e vê o que lhe acontece!!!

O procurador do Ministério Público pediu esta quinta-feira uma pena efectiva para Isaltino Morais superior a cinco anos. Luís Eloy defendeu também que o presidente da Câmara de Oeiras deve ser proibido de exercer.
Nas alegações finais, o procurador deu como provados seis dos sete crimes de que Isaltino Morais estava acusado. Luís Eloy deixou cair uma acusação de corrupção passiva.
ISALTINO IRRITADO ABANDONA TRIBUNAL
Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, abandonou a sala de audiência durante as alegações finais do julgamento em que é acusado de sete crimes, por discordar das declarações do procurador do Ministério Público (MP), Luís Eloy.
'Pela dignidade deste tribunal, prefiro não ouvir o que estou a ouvir', explicou Isaltino à juíza, apenas 10 minutos depois de ter começado a sessão e numa altura em que o procurador produzia alegações finais em relação a João Algarvio, acusado de um crime de corrupção activa neste julgamento.
'Não me posso controlar, não é possível', reiterou o arguido, visivelmente irritado, antes de receber permissão da magistrada para abandonar a sala de audiência.
A sessão está interrompida para almoço, prosseguindo da parte da tarde com as alegações finais de Luís Eloy.
ISALTINO BENEFICIOU TRÊS OUTROS ARGUIDOS
Mesmo sem a presença de Isaltino Morais na sala de audiências, Luís Eloy deu como provadas as relações de 'benefícios pessoais' entre o presidente da Câmara de Oeiras e os arguidos Fernando Trigo, João Algarvio e Mateus Marques.
Sobre o jornalista Fernando Trigo, que foi assessor de Isaltino, o procurador do MP questionou o facto de o arguido trabalhado 'arduamente durante sete anos e nunca ninguém se lembrou de lhe arranjar um local de trabalho, uma secretária, um computador'.
No entender de Luís Eloy, o jornalista 'beneficiou da amizade' com Isaltino Morais, tendo resultado essa relação no prejuízo da autarquia de Oeiras. 'Ganhou 32 870 contos em sete anos de serviços prestados à Câmara. Fernando Trigo não prestou serviços que justificassem os montantes auferidos', sustentou o procurador.
Quanto aos empresários João Algarvio e Mateus Marques, o procurador considerou que ficou provado que a sua actuação com Isaltino Morais teve como 'objectivo obter benefícios patrimoniais'. Luís Eloy sustentou que o autarca de Oeiras 'usou funções públicas para beneficiar de uma casa à beira-mar' no muncípio de São Vicente, em Cabo Verde.

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